Governador de São Paulo rebate o presidente do PL e afirma que definição da chapa não segue imposição partidária
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (24) que não existe “direito de partido” para pleitear a vaga de vice em sua chapa nas próximas eleições. A declaração foi uma resposta direta às falas do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que defendeu que a legenda teria legitimidade para ocupar o posto.
“Não, não tem isso. Não existe isso. Não existe esse negócio de direito do partido”, disse Tarcísio, de forma categórica.
A fala ocorreu em Itaquaquecetuba, durante evento de entrega de cerca de mil escrituras de imóveis a moradores da cidade.
Disputa pela vice
Na véspera, Valdemar Costa Neto afirmou que o PL poderia reivindicar a vaga de vice, hoje ocupada por Felício Ramuth (PSD). Segundo ele, a legenda abriu mão do espaço na eleição anterior e agora teria prioridade.
“Eu acho que é um direito nosso. Na outra eleição eu cedi para o Kassab, agora é a nossa vez. Nós temos a maior bancada”, afirmou Valdemar, ao citar o deputado estadual André do Prado como um possível nome para a função.
Pressão do PL
O posicionamento público de Tarcísio ocorre em um momento de aumento da pressão interna do PL, que tenta consolidar André do Prado como o escolhido para compor a chapa majoritária no estado. Nos bastidores, o movimento é visto como uma tentativa do partido de ampliar protagonismo político em São Paulo.
Apesar da pressão, a resposta do governador sinaliza que a decisão sobre a vice não será automática nem baseada apenas no tamanho da bancada, mas sim em critérios políticos e estratégicos definidos pelo próprio chefe do Executivo paulista.
Recado político
Ao rechaçar a ideia de “direito partidário”, Tarcísio envia um recado claro aos aliados. A formação da chapa será conduzida pelo governador, e não por imposição de legendas, mesmo das que integram sua base de apoio.
O embate público também evidencia as tensões internas da direita paulista, que começa a se reorganizar com antecedência para as próximas eleições.






